‘Sofrimento que não tem tamanho’, diz promotor aposentado que ficou sequestrado por 60 horas

O momento de reencontro entre o promotor aposentado Raimundo Reis Vieira e seus familiares foi marcado por muita emoção. A esposa, Maria do Socorro, se declarou: ‘Amor da minha vida’.

O idoso, de 85 anos, ficou cerca de 60 horas com sequestradores, em São Luís, e só foi libertado na madrugada desta sexta-feira (26). A TV Mirante registrou o momento exato do reencontro, na Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), no Bairro de Fátima.

“Um sofrimento que não tem tamanho. Não comi, não tomei meu remédio… Parece (agora) que estou no céu”, declarou Raimundo.

Filhos e esposa ficaram por dois dias angustiados, em busca de notícias sobre o paradeiro do promotor, que foi abordado por homens encapuzados na Zona Urbana de São Luís, na tarde da última terça-feira (23), e levado para a Zona Rural da capital.

“Todo mundo aqui tenso pela falta dele. Deus nos atendeu e ele tá bem, graças a Deus”, afirmou Maria do Socorro, esposa de Raimundo.

Com a descoberta do cativeiro e o resgate concretizado, os filhos agradeceram aos policiais envolvidos nas investigações, assim como agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público.

“Só de ver meu pai vivo e estar perto da gente, é uma glória, é uma vitória. Agradeço o empenho de todos os profissionais de segurança e é uma satisfação para a família ver ele assim, com saúde e vivo”, contou um dos filhos, Roberto Vieira.

Criminosos queriam R$ 200 mil

Além de ex-promotor, Raimundo também é empresário e possui diversos pontos comerciais em São Luís, como no bairro Sol e Mar, onde foi abordado pelos criminosos, na última terça (23).

Horas depois do sequestro, os suspeitos entraram em contato com a família da vítima para exigir o dinheiro para libertar o promotor. A companheira e a filha de Raimundo Reis eram as duas pessoas que falavam com os criminosos quando eles entravam em contato.

Os suspeitos exigiram o valor de 200 mil reais para o resgate de Raimundo — Foto: Reprodução/TV Mirante

“Nós fecha os 200 mil”, dizia uma das mensagens enviadas aos familiares.

Após a descoberta do cativeiro e libertação de Raimundo, várias pessoas foram conduzidas para prestar depoimento e três tiveram a prisão decretada por suspeita de participação direta no crime.

Os suspeitos foram identificados como Thales Pinheiro Brito, vulgo “Pipoca”, Abimael Braga Neto e Valdilene Zagueu Guimarães — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Os suspeitos foram identificados como Thales Pinheiro Brito, vulgo “Pipoca”, Abimael Braga Neto e Valdilene Zagueu Guimarães.

“A participação mais grave foi do ‘Pipoca’, que a gente acredita que é o líder disso. A participação dos outros é de menor importância, comparada a ele. Mas, todos estão envolvidos no caso. Tem mais dois identificados já, e a gente tá trabalhando para prender, além desses dois, outros envolvidos”, afirmou o delegado-geral de Polícia Civil, Jair Paiva.

G1/MA

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