Bomba – Prefeitura de Cururupu gasta mais de 150 mil reais, com diárias em pousada da ex-presidente da comissão de licitação do Município

Bomba – Prefeitura de Cururupu gasta mais de 150 mil reais, com diárias em pousada da ex-presidente da comissão de licitação do Município

15 de maio de 2020 0 Por Daniel Santos

A prefeita Rosinha contratou os serviços de hospedagem para atender a demanda da administração municipal o valor de R$156.000,00, com a pousada Vitoria, que diga-se de passagem tem como proprietária Vitoria Cunha Machado, CNPJ:35.756.623/0001-73, que é filha da Assessora da prefeita e até o início do ano membro da Comissão Permanente de Licitação Jacira Pimentel Cunha.
Vários pontos nesta contratação chamam atenção, primeiramente o objeto do contrato, como justificar a contratação de 1500 diárias de hotel dentro de 8 meses; outro ponto é que dentro desses 3 anos e meio de administração da professora Rosinha nunca tinha feito alguma contratação desta natureza.
Os valores das diárias demonstram um superfaturamento, uma vez que nas pousadas da cidade a diária individual é 60 reais e nesta contratação ficou por 90 reais.
É certo que em meio ao caos que o mundo vem vivendo com a pandemia da COVID-19, Cururupu é obrigada a vivenciar esse tipo de situação, como se já não bastasse a péssima administração, a população tem que ver o dinheiro publico ser aplicado em diárias superfaturadas de hotel de uma filha de funcionaria ligada a cúpula do governo que até pouco tempo fazia parte da Comissão Permanente de Licitação.
Queremos saber se o Ministério Público não vai barrar essa contratação ilegal e imoral que fere o principio da impessoalidade, que vem eivada de desvio de finalidade, levando em consideração que qual a necessidade de contratar serviço de hospedagem se os funcionários da prefeitura residem em Cururupu, se os prestadores de serviço tem suas despesas pagas pelas empresas; e o pior, Cururupu não possui saneamento básico, não tem ruas pavimentadas, a merenda escolar é irregular, os salários atrasados e a população é obrigada a ver o dinheiro publico ser investido em diárias superfaturadas?