
Pinheiro, a princesinha da Baixada Maranhense, encontra-se mais uma vez sob os holofotes, mas, infelizmente, por razões polêmicas. Em meio aos escândalos de corrupção que têm assombrado o município, surge uma nova questão preocupante: os gastos exorbitantes na obra de reforma e ampliação da Câmara Municipal de Pinheiro.
A publicação do contrato nº 023/2023 ocorreu no dia 30 de novembro de 2023, com objetivo de contratar empresa especializada em serviços de engenharia e construção civil para a execução dessa grande obra. A empresa vencedora do certame foi a A M Correa Nogueira-EPP, com sede na Rua Tarquinio Filho, 297, Centro, Santa Helena, inscrita sob o CNPJ 35.784.017/0001-61.
O valor originalmente acordado no contrato 023/2023 era de R$ 881.389,99 (oitocentos e oitenta e um mil, trezentos e oitenta e nove reais e noventa e nove centavos). Porém, em menos de um mês, especificamente em 26 de dezembro de 2023, um aditivo ao contrato foi assinado, adicionando mais R$ 305.775,15 (trezentos e cinco mil, setecentos e setenta e cinco reais e quinze centavos) ao custo total. Com isso, os gastos totais atingiram a soma de R$ 1.187.165,14 (um milhão, cento e oitenta e sete mil, cento e sessenta e cinco reais e quatorze centavos).
Esses valores, considerados altos e escandalosos, e acabaram gerando preocupação entre os cidadãos de Pinheiro. O rápido acréscimo de mais de 34% no valor do contrato, em tão pouco tempo, levanta suspeitas e questionamentos sobre a eficácia e transparência na gestão dos recursos públicos pelo presidente da Câmara, o vereador Lucas do Beiradão na reforma e ampliação do prédio do poder legislativo.
Esse repentino almento só contribui para agravar a desconfiança da população, que se vê diante de um cenário de gastos exagerados em um projeto de reforma, enquanto outras necessidades críticas do município permanecem desatendidas.
Via Joerson Rodrigues

